Sergei Torop, conhecido como ‘Vissarion’, um líder religioso e fundador da Igreja do Último Testamento, foi condenado a 14 anos de prisão por sua atuação em um culto que operou em uma remota região da Sibéria. O tribunal em Krasnoyarsk anunciou a decisão na última sexta-feira, após a conclusão de um processo judicial que investigou alegações de abuso, manipulação financeira e exploração de seus seguidores, que viviam em uma comunidade isolada desde os anos 1990. Torop e outros líderes do culto foram acusados de enganar os membros, visando arrecadar recursos financeiros sem que eles tivessem plena consciência.
Durante o julgamento, foram apresentadas declarações de ex-membros do culto que descreveram a experiência de viver sob a liderança de Vissarion como opressiva e controladora. Eles relataram que as doutrinas da igreja incluíam proibições severas sobre interação com o mundo exterior e exigências financeiras que colocavam em risco o sustento das famílias. A promulgação do veredicto é vista como um passo importante na luta contra a exploração religiosa na Rússia, onde cultos e seitas têm ganhado destaque nas últimas décadas.
Após a condenação, espera-se que haja apelos por parte da defesa de Vissarion, que alegou que suas práticas eram baseadas na espiritualidade e na ajuda aos necessitados. O caso levantou questões sobre a legalidade e a regulamentação de grupos religiosos na Rússia, com especialistas recomendando uma revisão das leis que possam proteger indivíduos vulneráveis de líderes carismáticos. À medida que o debate sobre liberdade religiosa e direitos civis prossegue, a situação de Vissarion poderá influenciar futuros casos semelhantes no país.

