Wagner da Silva Vargas, um paranaense de 29 anos, está desaparecido desde 15 de junho após se voluntariar para lutar na guerra da Ucrânia. Natural de Santo Antônio do Sudoeste, Vargas mantinha contato frequente com sua mãe, Maria de Lourdes Lopes da Silva, até o dia em que, segundo ela, avisou que ficaria sem celular por alguns dias devido à sua ida à linha de frente. A Direção-Geral da Corporação Militar das Forças Armadas confirmou à Embaixada do Brasil em Kiev que Wagner desapareceu após um combate, informação recebida pela família na sexta-feira (27).
De acordo com relatos de colegas que estavam com Vargas na data do combate, ele foi atingido por um ataque de drone. Antes de se alistar, em março deste ano, Wagner não possuía experiência em combate. Sua mãe relatou a angústia que está enfrentando desde o desaparecimento: “Ele escrevia todos os dias, me mandava ‘bom dia’. Cada pessoa diz uma coisa. Está sendo muito difícil. Minha fé é que ele seja encontrado com vida, talvez em um hospital ou perdido do grupo”. Até agora, a Embaixada Brasileira em Kiev orientou a família a registrar o caso na Polícia Nacional da Ucrânia e fornecer amostras de DNA para facilitar a identificação de possíveis corpos encontrados. Na última atualização disponibilizada pela família, não houve novos desdobramentos sobre o paradeiro de Wagner até esta terça-feira (1º).
A guerra na Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022 com a invasão russa, já resultou em milhares de mortes e milhões de refugiados. O conflito tem gerado intensos combates, especialmente nas regiões leste e sul do país, com o suporte de nações ocidentais ao exército ucraniano, enquanto a Rússia enfrenta sanções internacionais. O futuro do confronto permanece incerto e sem previsão concreta de resolução.

