A Prefeitura de Taubaté anunciou que não haverá reajuste salarial para os servidores municipais em 2025, apesar da administração ter declarado que estuda a possibilidade de conceder um aumento. O último reajuste para a categoria foi de 4%, implementado em 2024. O secretário de Administração, Matheus do Prado, afirmou que o dissídio coletivo não está previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025,que foi aprovada na gestão do ex-prefeito José Saud (PP) e prevê um orçamento total de cerca de R$ 1,6 bilhão, dos quais R$ 737,6 milhões, ou 42,25%, deverão ser destinados ao pagamento de pessoal.
Embora o aumento do vale-alimentação para os servidores tenha sido anunciado no mesmo dia, a falta de previsão para o reajuste salarial gera preocupações entre os funcionários públicos. O benefício aumentará de R$ 178,11 para R$ 502,50 e será estendido a todos os 6.588 servidores ativos, a partir da próxima folha de pagamento prevista para 30 de julho. O custo mensal do vale-alimentação irá saltar de cerca de R$ 401 mil para aproximadamente R$ 2,9 milhões, sendo que a economia feita através da revisão de benefícios adicionais de insalubridade será a fonte dessa implementação.
A Câmara de Taubaté, por sua vez, suspendeu as regras proposta pela Prefeitura para o pagamento de adicionais de insalubridade, periculosidade e risco de vida. O presidente da Câmara, Richardson da Padaria (União), promulgou o decreto legislativo no início de junho, o que significa que as novas normas, que deveriam entrar em vigor em julho, estão suspensas. Em resposta, a Prefeitura de Taubaté defendeu a legalidade de suas ações e ressaltou estar finalizando estudos para mitigar o impacto financeiro sobre os servidores. O desenrolar dessa situação continua a ser monitorado, especialmente com relação aos próximos passos que a administração municipal tomará em busca de um possível ajuste salarial.

