Nenhuma decisão foi tomada até o momento por Israel após o Hamas aceitar uma proposta de cessar-fogo, conforme revelou um membro do alto escalão do governo israelense neste sábado. O grupo terrorista anunciou na sexta-feira a aceitação de um acordo proposto pelos Estados Unidos, que atua como mediador, junto com o Egito e o Catar. A proposta sugere uma trégua de 60 dias nos ataques de Israel à Faixa de Gaza. O gabinete de segurança de Israel está programado para se reunir na noite deste sábado, após o fim do Shabbat, para discutir a aceitação do plano.
A proposta dos Estados Unidos envolve uma trégua em que o Hamas se comprometeria a libertar metade dos reféns israelenses em troca da liberação de palestinos detidos por Israel. A Jihad Islâmica, aliado do Hamas, manifestou apoio às negociações, embora tenha solicitado garantias sobre o mecanismo de implementação do acordo. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, viajará a Washington na próxima segunda-feira para se reunir com o presidente americano, Donald Trump, momentos após a reunião do gabinete de segurança. Trump expressou-se otimista em relação à proposta de trégua, afirmando que é necessário agir para mitigar a crise em Gaza.
Entretanto, as manobras diplomáticas ocorrem em meio a um cenário de intensificação das hostilidades, com a Faixa de Gaza enfrentando uma crítica crise humanitária. Na manhã deste sábado, a Defesa Civil local relatou a morte de 20 pessoas durante operações militares israelenses, incluindo oito em um bombardeio que atingiu escolas na Cidade de Gaza. Além disso, a Fundação Humanitária de Gaza (GHF) divulgou que dois de seus funcionários americanos ficaram feridos em um ataque a um de seus centros de distribuição em Khan Yunis. Desde o fim de maio, 613 pessoas morreram durante a distribuição de ajuda humanitária na região, segundo a ONU.
As repercussões da proposta de cessar-fogo e as disputas em torno da situação humanitária em Gaza permanecem incertas, enquanto os mediadores tentam desescalar o conflito que já persiste por 21 meses. A pressão internacional por uma resolução pacífica continua, assim como o monitoramento das condições vitais da população civil no enclave.

