Pedro Camilo Garcia Castro, de 24 anos, preso por tentativa de feminicídio, está no Hospital São Lucas, em Santos (SP), para realizar uma cirurgia na mão. Devido à violência dos socos aplicados contra a vítima, Pedro fraturou o metacarpo da mão direita — osso ligado ao dedo anelar.
O crime ocorreu na madrugada de 14 de julho, em um apartamento no bairro Moema, em São Paulo, justamente no dia em que Samira completava 27 anos. O fisiculturista Pedro Camilo Garcia Castro, de 24 anos, foi preso por tentativa de feminicídio após espancar a namorada, a médica Samira Mendes Khouri. Após as agressões, o fisiculturista fugiu e foi preso em Santos.
Imagens de monitoramento do prédio onde a médica foi espancada mostram Pedro deixando o apartamento enquanto mexia na mão lesionada. A fratura foi confirmada por exame de raio-x realizado após sua prisão. A médica ortopedista Érica Cecília Arantes de Gerard Ferreira, consultada pelo g1, analisou as imagens e identificou a lesão na base do quarto metacarpo.
Em petição datada de 18 de julho, a defesa alegou que Pedro Camilo estava sem atendimento médico presencial, sentia dores, apresentava pontas dos dedos arroxeadas (possível cianose) e utilizava as mesmas ataduras desde o dia 15. O apontamento foi feito à Justiça e a juíza Luciana Viveiros Seabra oficiou o Centro de Detenção Provisória em 21 de julho, solicitando informações sobre o quadro de saúde do preso e o tratamento recebido.
Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) rebateu as alegações da defesa. “Após o ingresso da pessoa referida na unidade, ela recebeu todo suporte necessário. Passou por teleconsulta no dia 17 de julho e foi encaminhada ao hospital da cidade no dia 21, onde passou por consulta, foi medicada e está com cirurgia agendada para o próximo dia 30”, informou a pasta à época. A cirurgia será realizada quase um mês após o crime.
A médica Samira Mendes Houri contou que o então namorado chegou nervoso no apartamento após ter sido expulso de uma balada LGBTQIA+. Ele teria arrumado uma confusão no evento porque sentiu ciúmes de um homem que, segundo Samira, era homossexual. Já dentro do apartamento, segundo o relato, Pedro deu o primeiro soco e a vítima caiu no chão, onde continuou a ser espancada após perder os sentidos. Ela alega que, em determinado momento, retomou a consciência e percebeu que ainda estava sendo agredida.
A médica decidiu fingir estar desmaiada por medo de ser morta por Pedro. Samira pensou que se o fisiculturista a estava agredindo daquela forma achando que ela estava desacordada, poderia fazer pior ao perceber que estava consciente. As agressões duraram aproximadamente seis minutos e a vítima lembra de Pedro ter dado mais de dez socos após a médica acordar. Em seguida, ele fugiu com o celular e o carro de Samira, que disse acreditar que o fisiculturista provavelmente não gostaria que ela fosse socorrida. Fonte: alenotícias.
