O Hospital Municipal Irmã Dulce passou a ser administrado pela Biogesp (Associação de Gestão e Execução de Serviços Públicos e Sociais) desde o final de agosto. A mudança substitui a gestão da SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), que comandava a unidade desde 2019. A transição ocorreu após licitação e a nova responsável foi divulgada pela prefeitura. O novo contrato terá duração de dois anos e abrange também o Pronto-Socorro Central, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e a Unidade de Alta Complexidade em Cuidados ao Portador de Doença Renal Crônica e Terapia Renal Substitutiva (Nefro-PG).
Segundo a administração municipal, haverá uma revisão de custeio no contrato, ainda não divulgada, que não afetará o desempenho dos serviços. A medida permitirá absorver novos investimentos, como: manutenção predial, aquisição de novos equipamentos, reabertura de duas salas de cirurgia no centro cirúrgico, instalação de nova maternidade e ampliação de leitos de retaguarda. O hospital, localizado no bairro Boqueirão, é um dos principais da Baixada Santista e atende 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade registrou cerca de 15 mil internações apenas em 2024, segundo a prefeitura.
No dia 2, a prefeitura entregou a revitalização completa do 2º andar do hospital, que resultou em 22 novos leitos. Com a ampliação, a capacidade total da unidade passou para 273 leitos hospitalares. A cerimônia de entrega contou com um ato ecumênico em homenagem à Santa Dulce dos Pobres, padroeira que dá nome ao hospital. A obra incluiu remodelação dos quartos, banheiros, corredores e posto de enfermagem; renovação das instalações elétricas e hidráulicas; implantação de iluminação LED e climatização e substituição integral do mobiliário. Segundo a administração, os leitos que funcionavam provisoriamente no térreo durante a reforma não serão desativados.
Além disso, a administração municipal está em negociação com o Governo do Estado para a implementação de serviços de alta complexidade, como exames de referência regional para AVC e infarto, e a disponibilização de materiais para próteses ortopédicas e cirurgias de alta complexidade. Vale lembrar que, sob a gestão anterior, o Hospital Irmã Dulce enfrentou, em março deste ano, uma série de denúncias de médicos que afirmavam estar com os pagamentos dos salários atrasados.
