Kaique Coutinho do Nascimento, conhecido como Chip, será julgado por júri popular nesta quarta-feira (27), em Santos, no litoral de São Paulo. Ele é acusado de matar o policial militar da Rota, Samuel Wesley Cosmo, com um tiro no rosto durante uma operação no bairro Bom Retiro.
O policial foi baleado durante patrulhamento na Praça José Lamacchia em 2 de fevereiro. Ele chegou a ser levado para a Santa Casa de Santos, mas não resistiu. O crime deu início à 2ª fase da Operação Verão em 2024. À época, a Secretaria de Segurança de São Paulo (SSP-SP) anunciou uma recompensa de R$ 50 mil por informações sobre Chip, que foi preso em Uberlândia (MG) no dia 14 de fevereiro.
De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o julgamento está previsto para começar às 13h, no plenário do Fórum de Santos, no Centro.
Além do réu, três testemunhas devem ser ouvidas: o delegado Thiago Bonametti, responsável pela investigação, e os PMs Ederson Luiz da Costa e Ricardo Silva Mombelli, que estavam com Cosmo.
O Tribunal do Júri será presidido por um juiz e formado por sete jurados, sorteados entre cidadãos comuns, que vão compor o Conselho de Sentença responsável por decidir pela condenação ou absolvição do réu.
A audiência ocorrerá sem a presença de um representante formal da família do policial Samuel Wesley Cosmo na acusação.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou à época que apesar de ter filmado o momento em que o PM Cosmo foi baleado, as imagens da câmera corporal dele não foram suficientes para a identificação de ‘Chip’. Segundo Derrite, a identidade do suspeito foi informada à polícia por meio de outro jovem, que também estava no local. “Um indivíduo se apresentou voluntariamente, com a presença de um advogado, pois o apelido de ambos era parecido”, explicou o secretário.
O secretário ressaltou que, além do depoimento, a Polícia Civil trabalhou com outros elementos – não especificados durante a coletiva – para o trabalho de identificação de ‘Chip’.
A Operação Verão foi estabelecida na Baixada Santista desde dezembro de 2023. No entanto, as 2ª e 3ª fases, que contaram com reforço policial, foram decretadas logo após os assassinatos do soldado PM Samuel Wesley Cosmo, em 2 de fevereiro, e do cabo José Silveira dos Santos, no dia 7 de fevereiro.
De acordo com a SSP-SP, durante a Operação Verão foram presos 1.025 suspeitos, sendo 438 deles procurados pela Justiça e 47 menores. Além disso, 119 armas ilegais e 2,6 toneladas de drogas foram apreendidas. A ação, que durou quatro meses, foi encerrada com 56 mortes de suspeitos em confrontos com a polícia, em 1° de abril.

