A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste tarifário médio de 13,94% para a Enel São Paulo, que entrará em vigor nesta sexta-feira (4). Clientes residenciais com consumo em baixa tensão enfrentarão um aumento de 13,26%, enquanto aqueles ligados em alta tensão perceberão uma alta de 15,77%. Essa alteração tarifária é considerada um fator significativo para a pressão inflacionária em julho, dado que a Enel representa cerca de 80% da amostra utilizada pelo IBGE no Estado, afetando aproximadamente um terço do peso da cesta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Os encargos setoriais foram um dos principais responsáveis pelo aumento tarifário, com um impacto de 6,44% no índice de reajuste. O encargo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) com uso social teve um aumento de 30%, refletindo serviços como a tarifa social de energia. Além disso, a remoção de componentes financeiros que haviam sido considerados no reajuste anterior contribuiu com 7,97% para a alta. Por outro lado, a “parcela B”, que contempla custos gerenciáveis pelas distribuidoras, adicionou apenas 1% ao ajuste.
A corretora Warren projeta que esse reajuste resultará em uma elevação de 4 pontos-base no IPCA de julho, alterando a expectativa de inflação mensal de 0,25% para 0,30%. Para o acumulado do ano, a estimativa de inflação foi ajustada de 4,91% para 4,95%. A Enel São Paulo, que atende 24 municípios na Região Metropolitana, incluindo a capital, deve continuar a ser monitorada, dado o impacto que suas tarifas têm sobre o custo de vida dos cidadãos e sobre a economia local.
