A Justiça do Rio de Janeiro ouviu novas testemunhas nesta segunda-feira (30) na audiência de instrução do caso da morte do empresário Luiz Marcelo Ormond, ocorrida em maio do ano passado. Luíz foi encontrado morto em seu apartamento, após consumir um brigadeirão supostamente envenenado entregue por sua namorada na época, Júlia Andrade.
Nesta audiência, foram ouvidos um ex-namorado de Júlia, Jean Cavalcante de Azevedo, e uma amiga de Ormond, a médica Luciana Graça Vieira Rocha. Ambos solicitaram a presença apenas dos advogados, sem a presença das acusadas. Luciana relatou que a relação de Júlia com Luiz era cercada de desconfiança por parte de amigos e familiares. Por sua vez, Jean, que é advogado, afirmou não ter conhecimento do relacionamento entre Júlia e Ormond, mas revelou que, após a repercussão do caso, a acusada solicitou sua ajuda, a qual ele recusou. A mãe e o padrasto de Júlia optaram por não se manifestar durante a audiência.
Outras testemunhas ouvidas incluíram um amigo de infância de Luiz e um perito da Polícia Civil. Também foram interrogadas Júlia Andrade e Suyany Breschak, esta última acusada de ser a mandante do crime. Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro comunicou que o Ministério Público decidiu não ouvir mais testemunhas no caso.
O empresário foi encontrado morto em 20 de maio, três dias após ingerir o doce envenenado. Após se entregar à polícia em 4 de junho, Júlia se manteve em silêncio. As investigações revelaram a presença de morfina e clonazepam em seu corpo, sugerindo a hipótese de envenenamento. A próxima data para continuação da audiência de instrução ainda não foi definida.
