Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi assassinado a tiros no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, no dia 8 de novembro de 2024. O crime ocorreu minutos após ele desembarcar de um voo proveniente de Maceió, Alagoas. De acordo com as investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Gritzbach foi morto às 16h05, 17 minutos após realizar sua última ligação, a qual originou de um telefone com código DDD 82, da cidade de Marechal Deodoro, em Alagoas.
Os detalhes sobre o telefone, localizado em sua mala e apreendido após o crime, revelam que Gritzbach esteve em São Miguel dos Milagres (AL) entre os dias 1º e 8 de novembro, momento em que fez ligações que chamaram a atenção dos investigadores. O agente penitenciário David Moreira da Silva, que foi indiciado juntamente com Gritzbach pelos homicídios de dois traficantes, é o principal foco das investigações do DHPP. David, que tem um histórico de ligação com o PCC, fugiu para Marechal Deodoro, onde atualmente cumpre prisão domiciliar.
Além do telefone, Gritzbach trazia R$ 1 milhão em joias, materiais que, segundo o DHPP, foram entregues ao delator durante sua estadia em uma praia em Maceió. As peças valiosas seriam a motivação para sua viagem ao estado. Três policiais militares foram presos, acusados de envolvimento direto na execução, enquanto um olheiro que alertou os atiradores sobre a saída da vítima do saguão do aeroporto permanece foragido. Dois mandantes do crime, um deles possivelmente ligado a facções rivais como o Comando Vermelho, também são procurados.
As investigações continuam em andamento, e as informações são constantemente revisitadas à medida que novos dados surgem. O advogado de David Moreira da Silva ainda não se manifestou sobre o caso, e a expectativa é que o desdobramento dessa situação revele mais detalhes sobre as conexões entre os indivíduos envolvidos e o PCC, aumentando a compreensão sobre a dinâmica desse crime organizado.
