Rodrigo Júnior da Silva Ponce, de 35 anos, foi assassinado a tiros na tarde de ontem enquanto dirigia seu Porsche conversível vermelho, modelo Boxster 2014, avaliado em até R$ 450 mil, na Rua Felizarda Firmino de Andrade, na Vila Barros, em Guarulhos. O crime ocorreu por volta das 12h30 e foi realizado por dois homens em motocicletas, conforme informações da Polícia Civil. A investigação aponta ainda um terceiro suspeito, identificado em câmeras de segurança, que portava uma mochila de entregador, possivelmente auxiliando os atiradores.
De acordo com a mãe de Rodrigo, que prestou depoimento à polícia, o empresário era conhecido por sua alegria e dedicação ao trabalho. Ela confirmou que ele costumava portar itens de valor, como correntes de ouro e relógios. A polícia investiga se o assassinato foi um crime premeditado ou uma tentativa de roubo. Uma corrente que estava no pescoço de Rodrigo pode ter sido levada pelos criminosos, mas o celular e outros itens de maior valor não foram levados. As câmeras de segurança mostram um homem em uma moto com baú de entregas observando a rua, o que levanta suspeitas sobre sua participação no crime. Rodrigo era CAC (colecionador, atirador desportivo e caçador) e, embora estivesse armado, a pistola 9mm que costumava portar não foi encontrada na cena do crime.
O velório e sepultamento de Rodrigo estão agendados para este domingo, no Cemitério Memorial Vertical Guarulhos. Momentos antes do ataque, ele havia publicado um vídeo no Instagram, onde mostrava sua saída de casa ao volante do Porsche. Após o ataque, a vítima foi encontrada ainda no banco do motorista. O caso foi registrado como homicídio no 1º Distrito Policial de Guarulhos, com apoio do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), que já identificou as placas das motos usadas no crime — uma de São Paulo e outra de Hortolândia, ambas clonadas.
A polícia realiza buscas por evidências na cena do crime e analisa imagens de câmeras de segurança para identificar os autores. Investigações adicionais avaliam se Rodrigo havia sido seguido ou se recebeu ameaças antes do ocorrido, indicando a complexidade do caso. A continuidade da apuração deverá esclarecer os motivos e eventuais conexões do crime com a vida do empresário.

