Uma fintech movimentou R$ 46 bilhões em esquema ligado ao PCC entre 2020 e 2025, enquanto outra recebeu mais de 10 mil depósitos em dinheiro vivo, segundo investigação da Receita Federal. Esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis é alvo de ações da PF.
Segundo as investigações sobre fraude envolvendo a façção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), apenas uma fintech envolvida no esquema movimentou R$ 46 bilhões entre 2020 e 2025. O dado foi destacado pela Receita Federal nesta quinta-feira, 28, ao esclarecer a Operação Carbono Oculto durante coletiva de imprensa. A ação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, 28, nos Estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina, com o objetivo de desarticular esquema de fraude de combustível orquestrado pelo PCC.
A falta de transparência nas operações de fintechs no País beneficia o crime organizado, segundo o secretário especial da Receita Federal Robinson Barreirinhas. “Quem mais se beneficia da falta de transparência das fintechs é o crime organizado”, explicou o secretário, que citou a existência de diferentes operações que apuram a atuação do crime organizado, que, “sem coincidência”, possuem alguma fintech envolvida.
A Receita Federal e órgãos parceiros deflagraram, nesta quinta-feira, 28 de agosto, a “Operação Carbono Oculto”. A maior operação contra crime organizado no País atinge Faria Lima e setor de combustíveis. PCC controla ao menos 40 fundos de investimento com patrimônio de R$ 30 bilhões, diz Receita. Operação Quasar, da Polícia Federal.
Segundo Barreirinhas, a falta de obrigação de transparência das fintechs com a Receita Federal faz com que exista “um paraíso fiscal no Brasil” formado por essas empresas que utilizam a tecnologia para inovar e oferecer serviços financeiros de forma digital.
No esquema organizado pelo PCC, tem algumas fintechs envolvidas, mas uma é estruturalmente a central do crime: a que movimentou R$ 46 bilhões dos R$ 52 bilhões no esquema.
As investigações também identificaram mais de 10 mil depósitos em dinheiro para uma das fintechs no valor total de R$ 60 milhões. Fonte: Redação Terra.

