O subtenente e guarda-vidas do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), Flávio Henrique Pinto dos Santos, de 43 anos, concluiu o desafio de passar 24 horas seguidas correndo em Praia Grande (SP). O objetivo era motivar as pessoas a praticarem atividade física e arrecadar alimentos para quem mais precisa. Qualquer pessoa poderia fazer uma doação para acompanhar o corredor pelo tempo que conseguisse. Foi assim que mais de uma tonelada de alimentos foram arrecadados.
Flávio começou o desafio às 20h de sexta-feira (22) e terminou no mesmo horário de sábado (23), concluindo 168 quilômetros.
Flávio contou que, apesar de estar acostumado com grandes ondas e correntezas, já participou de alguns desafios de longas distâncias e percebeu que poderia usar a corrida como ferramenta de motivação. “Quando nos desafiamos, conseguimos superar limites que pareciam impossíveis”, afirmou o guarda-vidas. “O objetivo foi inspirar pessoas a praticarem atividade física todos os dias, cada uma dentro da sua realidade e, ao mesmo tempo, unir isso a uma causa solidária”, acrescentou ele.
Durante os 168 quilômetros em 24h, qualquer pessoa poderia doar um quilo de alimento não perecível para acompanhar o corredor pelo tempo que conseguisse. Foi assim que Flávio ultrapassou uma tonelada de alimentos arrecadados, que serão entregues ao Fundo Social de Solidariedade da cidade.
“Terminar as 24 horas provou que, com propósito e união, conseguimos ir muito mais longe. Ver tanta gente envolvida, correndo junto e doando alimentos, fez desse desafio algo muito maior do que pessoal. Foi um verdadeiro marco de solidariedade”, destacou o guarda-vidas.
Flávio repetiu várias vezes o mesmo percurso de aproximadamente dez quilômetros, que foi realizado da seguinte forma: Posto 1 �� Canto do Forte �� Posto 1 �� bairro Aviação �� Posto 1. O guarda-vidas montou uma estrutura de apoio com uma tenda no Posto 1, onde a esposa, irmão, primos e amigos se revezaram para apoiá-lo no que fosse necessário. Lá, o corredor tinha acesso a frutas, carboidratos, mel, água, isotônicos e suplementos de reposição.
“Eu passava por eles, pegava o que precisava no momento e seguia o percurso sem parar. As idas ao banheiro eram rápidas, sem perder o ritmo. Tudo foi pensado para não desperdiçar tempo e conseguir completar a prova”, contou Flávio.
O subtenente contou que o maior desafio foi lidar com o desgaste físico nas últimas horas, principalmente após o quilômetro 130. “Tiveram momentos em que o corpo pedia para parar, mas o apoio das pessoas correndo comigo, os gritos de incentivo e a fé em Deus não me deixaram desistir”.
O corredor já tinha participado de alguns desafios de longas distâncias e ultramaratonas. De acordo com ele, a preparação para o grande desafio envolveu treinos de resistência, alimentação equilibrada e fortalecimento mental. “Não basta apenas o físico. A mente também precisa estar pronta para enfrentar a madrugada, o cansaço e a dor”, explicou Flávio, que foi recebido por dezenas de pessoas na conclusão do desafio.

