Júlio Augusto de Almeida Pereira, de 25 anos, morreu afogado enquanto comemorava a lua de mel na Praia do Iporanga, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Kethellin Bruna, de 28, surpreendeu a viúva ao contar sobre a escolha do nome do filho.
Uma influenciadora decidiu registrar o filho com o mesmo nome de Júlio Augusto de Almeida Pereira, o jovem de 25 anos que morreu afogado enquanto comemorava a lua de mel na Praia do Iporanga, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Ao g1, Kethellin Bruna, de 28, contou que descobriu a gravidez em junho, exatamente um mês após perder o amigo.
Conforme apurado pela equipe de reportagem, Júlio estava na cidade com a esposa e fez a viagem acompanhado de mais dois amigos, sendo um deles o outro afogado: Jean Almeida, de 30. As vítimas moravam em Apiaí, no interior do estado.
Kethellin explicou que ela e o companheiro sempre foram muito amigos de Júlio e da esposa, a cabeleireira Maria Eduarda Santos, de 19. A jovem, inclusive, foi escolhida como a cerimonialista do casamento deles, além de ter auxiliado na organização do chá de cozinha.
Apesar de ter sido surpreendida ao descobrir que estava grávida após cinco anos do nascimento da primeira filha, a influenciadora afirmou que já tinha escolhido o nome. “Desde que o Júlio faleceu, eu e o meu marido tivemos esse desejo: se um dia tivéssemos um menino, colocaríamos o nome de Júlio”, contou Kethellin. “Não imaginávamos que seria tão rápido. Desde o início, eu pedi para Deus para que fosse menininho para ele ter esse nome”, acrescentou.
A viúva estava presente no dia em que Kethellin descobriu a gravidez, buscou o resultado do exame e organizou o chá revelação. Maria Eduarda contou ter sentido que seria um menino, mas ainda não sabia sobre a escolha do nome. “Logo após revelarmos o sexo do bebê, fui abraçar ela e ela me contou que seria esse o nome. Me emocionei muito. É uma forma linda de manter viva a memória dele”, disse a viúva. “Sinto que esse bebê veio para alegrar nossa vida e ressignificar aquilo que perdemos”, completou ela.
O caso aconteceu no dia 21 de maio, na Praia do Iporanga, que fica dentro de um condomínio fechado e não é monitorada pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar). O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte dos jovens ainda no local.
Segundo o relato da viúva, os quatro amigos avançaram no mar até uma área mais funda, onde as ondas não quebravam, mas decidiram voltar quando perceberam que não alcançavam mais o chão. De acordo com o depoimento, Jean não conseguiu retornar e Júlio tentou ajudá-lo, sem sucesso. A mulher relatou às autoridades que voltou para a areia junto com um dos amigos e gritou por ajuda, mas não havia serviço de resgate por perto. Em seguida, banhistas entraram no mar e retiraram Júlio e Jean da água.

