Irã esconde mísseis em cidades subterrâneas e desafia Israel, dizem analistas.

O Irã mantém uma extensa rede de bases subterrâneas de mísseis, conhecidas como “cidades de mísseis”, construídas ao longo de décadas em áreas montanhosas do país. As instalações, operadas pela Guarda Revolucionária Islâmica (GRI), abrigam mísseis balísticos e de cruzeiro, além de outras armas estratégicas como drones e sistemas de defesa aérea. A existência dessas bases representa um desafio para Israel, que as vê como uma ameaça à sua segurança e considera a possibilidade de ataques para neutralizar o programa nuclear iraniano.

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**Estratégia de Defesa Subterrânea**

A construção das “cidades de mísseis” reflete a estratégia militar iraniana de utilizar a geografia do país para se proteger contra possíveis ataques. Inspirados pelas teorias do militar prussiano Carl von Clausewitz, os militares iranianos aproveitaram as montanhas para construir túneis que dificultam a detecção e o ataque às suas instalações. O objetivo é garantir a capacidade de armazenamento e lançamento de mísseis, mesmo em caso de ofensiva inimiga.

**Características das Bases**

As “cidades de mísseis” são compostas por túneis vastos, profundos e interligados, frequentemente localizados a centenas de metros abaixo da superfície. Segundo autoridades iranianas, as instalações são reforçadas com múltiplas camadas de concreto para resistir a ataques aéreos. Imagens divulgadas pela GRI mostram caminhões com lançadores de foguetes estacionados nos túneis, além de lançamentos de mísseis a partir de plataformas móveis.

**Arsenal e Alcance**

O arsenal armazenado nas “cidades de mísseis” inclui mísseis de cruzeiro como o Kheibar Shekan, Haj Qasem e Paveh, além de mísseis balísticos como o Emad e o Sejjil. O Irã afirma que esses foguetes têm um alcance de até 2.000 km, o que coloca Israel, Arábia Saudita, Índia, Rússia e China dentro do seu raio de alcance. Mísseis como o Sejjil, com alcance de até 2.000 km, foram utilizados em ataques recentes contra Israel.

**Desafios para Israel e EUA**

Apesar da superioridade aérea israelense, a destruição das “cidades de mísseis” é um desafio complexo. A localização exata das bases é desconhecida, o que dificulta a identificação de alvos. Mesmo que as instalações sejam localizadas, a profundidade e o reforço das estruturas subterrâneas tornam difícil a sua destruição, mesmo com o uso de bombas potentes.

**Vínculo com o Programa Nuclear**

Embora não haja evidências de uma ligação direta entre as “cidades de mísseis” e o programa nuclear iraniano, especialistas alertam que os mísseis armazenados nessas bases poderiam ser adaptados para transportar ogivas nucleares, caso o Irã decida desenvolver armas nucleares. A capacidade de mísseis como o Shahab-3 e o Khorramshahr de transportar ogivas nucleares é uma preocupação constante.

**Impacto do Conflito Atual**

O atual conflito entre Israel e o Irã tem impactado a capacidade de resposta militar iraniana. Ataques israelenses recentes teriam destruído plataformas de lançamento e sistemas de defesa aérea, além de terem resultado na morte de comandantes militares. Apesar das perdas, as “cidades de mísseis” continuam a representar uma ameaça significativa para Israel, que as considera alvos prioritários.

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