Oziel Pereira, pai da menina de 5 anos assassinada por um casal lésbico, em Manaus, na quarta-feira (27), pediu justiça pela morte da filha e contou que já havia recebido relatos da própria criança sobre agressões sofridas em casa. Morador de Fonte Boa, a 678 km da capital, ele viajou até Manaus apenas para reconhecer o corpo no Instituto Médico Legal (IML). Em entrevista ao Portal e TV CM7 Brasil, nesta quinta-feira (28), Oziel afirmou ter perdido contato com a criança por conta da distância. “Quando estava comigo, ela me dizia: ‘Papai, a Rafaela me bate e a Vitória também me bate’. Depois disso, ela foi levada para Manaus e eu nunca mais tive contato”, relatou. A menina era sua única filha. “A dor no coração agora é grande… muito grande. Quero que a Justiça seja feita, aqui na Terra e no Céu também”, desabafou. Segundo a advogada Adriane Magalhães, que representa a família ao lado do Ministério Público, o Estado já tinha conhecimento das agressões, mas se omitiu. Ela também afirmou que relatos apontam que a criança era castigada com golpes de ripa. A mãe da criança, Rafaela Coelho Ramires, de 22 anos, e sua companheira, Vitória Coelho Dutra, de 25, foram presas em flagrante, acusadas de espancar e matar a menina no bairro Tancredo Neves, zona leste da capital, na madrugada de quarta-feira (27/8). Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), a vítima apresentava sinais de agressão e asfixia mecânica. O laudo do IML apontou ainda choque hemorrágico, lesões nos rins e no fígado, além de trauma abdominal fechado, confirmando a violência extrema. As suspeitas afirmaram inicialmente que a criança havia caído no banheiro, mas a investigação desmontou a versão. A menina foi levada ao Hospital e Pronto-Socorro da Criança da Zona Leste, por volta das 5h30, já sem vida. Diante das evidências de maus-tratos, a equipe médica acionou a polícia, que prendeu as duas mulheres em flagrante. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) segue investigando o caso e apura se outras pessoas sabiam das agressões sofridas pela criança.
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