Na manhã desta segunda-feira (25), as escolas EM Lions Club (4º ano) e EM Maria do Carmo de Abreu Sodré (pré-escola) receberam uma visita especial de pesquisadores de diversas partes do Brasil, que se dedicam ao estudo dos oceanos. A ação faz parte do Clube de Cultura Oceânica, uma iniciativa que visa aproximar as crianças do universo marinho e despertar nelas o senso de cuidado e preservação do meio ambiente.
Logo na chegada, os olhares curiosos dos pequenos revelavam a expectativa para a experiência, todos animados para conhecer os segredos do mar. Durante a visita, os pesquisadores compartilharam histórias sobre a importância dos oceanos, curiosidades sobre espécies marinhas e explicaram como cada um pode contribuir para a preservação ambiental. De forma lúdica, os alunos participaram de dinâmicas e atividades interativas que demonstraram como atitudes simples no dia a dia ajudam a manter mares e rios limpos.
As duas escolas participantes fazem parte do programa Escola Azul, que reconhece instituições comprometidas com práticas de sustentabilidade e preservação do meio ambiente. Essas escolas já desenvolvem diversas ações voltadas para a conscientização ambiental, como projetos de reciclagem (tampinhas, pilhas), reaproveitamento da água do ar-condicionado, cultivo de hortas, pesquisas e coleta seletiva de lixo.
Neste momento de aprendizado, as crianças puderam relatar o que aprenderam, mostrar as pesquisas que realizaram e explicar, à sua maneira, a importância de cuidar da natureza. Hoje (26), os pesquisadores visitarão os estudantes da EM Bernardino de Souza Pereira (8º e 9º ano), que fazem parte do projeto Olimpíadas do Oceano, que há quatro anos promove atividades práticas, como coleta de lixo nas praias e ações de limpeza, tornando os participantes verdadeiros medalhistas da preservação.
Itanhaém tem se destacado na educação ambiental, sendo a escola Bernardino a primeira Escola Azul do município, servindo de inspiração para outras unidades da rede municipal. A Cultura Oceânica é um movimento mundial liderado pela UNESCO, que visa conscientizar sobre a importância dos oceanos para a vida no planeta. Os mares regulam o clima, produzem oxigênio, fornecem alimento e abrigam uma biodiversidade essencial para o equilíbrio ambiental. Contudo, a poluição, pesca predatória e mudanças climáticas ameaçam esses ecossistemas, tornando a educação desde cedo fundamental para formar cidadãos responsáveis e engajados na preservação dos recursos naturais.
As visitas às escolas fazem parte da programação do Festival da Cultura Oceânica, que acontece entre 25 e 29 de agosto, em Santos, com a participação de representantes de toda a Baixada Santista. O evento reunirá pesquisadores brasileiros e internacionais, educadores e gestores públicos para discutir estratégias que fortaleçam a relação entre educação e sustentabilidade marinha.
Para a Assessora de Educação Ambiental do Município, Carol Peres, receber um evento como o Festival de Cultura Oceânica é uma satisfação e um orgulho para Itanhaém, já que as escolas da rede têm muitos projetos desenvolvidos. “Receber especialistas na área nos traz reconhecimento e aprendizado. Somos uma das poucas cidades no mundo que possuem um Currículo Azul, o que nos coloca na vanguarda da educação ambiental”, destacou.
O “Currículo Educaita” incorpora a Cultura Oceânica em todas as áreas do conhecimento, desde o berçário até os anos finais do ensino fundamental. Atualmente, a rede municipal conta com 16 Escolas Azuis e alunos medalhistas nas Olimpíadas Nacional e Internacional do Oceano, comprovando o protagonismo do município no tema.
A cultura oceânica é um tema que conecta ciência, cidadania e educação. Trazer esse diálogo para as escolas é fundamental para que as crianças cresçam valorizando o meio ambiente e compreendendo seu papel na preservação dos recursos naturais. O Clube de Cultura Oceânica já é uma realidade nas escolas da rede municipal e continuará levando conhecimento e inspiração para que os estudantes se tornem multiplicadores dessa causa.
A Prefeitura de Itanhaém é membro da Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica desde 2022. A participação no Festival, organizado em parceria com a UNESCO, o Governo Francês e o projeto Maré de Ciência da Unifesp, reforça o papel da cidade como referência nacional em educação para a sustentabilidade marinha.
Fonte: alenotícias.

