Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que a tatuadora Giovana Chiquinelli Marcatto, de 26 anos, comprou veneno de rato em um pet shop na zona leste de São Paulo, na última segunda-feira (25). No dia seguinte, o filho dela, Dante Chiquinelli Marcatto, de apenas 9 meses, morreu após ser levado ao Hospital Estadual da Vila Alpina.
O bebê chegou à unidade de saúde em estado grave, depois que a mãe alegou que ele “não estava bem”. O caso foi inicialmente registrado como morte suspeita. No entanto, exames necroscópicos confirmaram a presença de partículas de raticida no organismo da criança, apontando envenenamento.
De acordo com a investigação, a mulher teria dado ao filho banana amassada misturada ao veneno poucas horas antes da morte. O legista responsável pelo laudo afirmou que a ingestão ocorreu cerca de três horas antes do óbito. A grande quantidade de substância encontrada nas vísceras da criança afastou a hipótese de ingestão acidental.
Ainda segundo a polícia, o produto adquirido continha uma substância “amargante”, justamente para dificultar a ingestão por crianças, o que reforça a suspeita de crime premeditado.
Com base nas imagens e no laudo necroscópico, o 70º Distrito Policial (Vila Ema) pediu a prisão temporária da tatuadora por 30 dias, aceita pela Justiça de São Paulo. Ela foi indiciada por homicídio qualificado e deve passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (28).
O delegado responsável pelo caso relatou que Giovana não demonstra arrependimento e se mostrou fria durante os depoimentos. Conversas com familiares revelaram ainda que ela utilizava o filho para tentar manipular o ex-companheiro e reatar o relacionamento.
A motivação do crime segue em investigação. A defesa da suspeita não foi localizada. O espaço permanece aberto para manifestação.
