Alex Amaro de Oliveira, conhecido como Barba, foi preso em um condomínio de luxo no Morumbi, São Paulo, durante uma operação da Polícia Civil da Baixada Santista. A prisão ocorreu em um desdobramento de investigações sobre o tráfico de drogas na região, onde Barba atuava como tesoureiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), enviando recursos financeiros para a cúpula da organização criminosa. Um funcionário dele também foi detido na ação, que levou à apreensão de objetos e documentação que indicam movimentações financeiras significativas relacionadas ao tráfico.
Durante a operação, os policiais encontraram o apartamento de Barba em estado de desorganização, com entulho, móveis danificados e objetos espalhados. O delegado Leonardo Rivau ressaltou que, apesar das condições precárias do imóvel, o cachorro da família aparentemente não apresentava sinais de doença. Os agentes descobriram que, mesmo com a aparência do apartamento, Barba desfrutava de uma vida de luxo, possuindo veículos avaliados em mais de R$ 350 mil. A prisão de Barba ocorre em meio a uma onda de investigações que resultou em 36 detenções e apreensões em massa de veículos e drogas.
A ascensão de Barba na hierarquia do PCC seguiu a morte de seu antecessor, Alexsandro Roberto Pereira, conhecido como Palito, em novembro de 2024. O novo tesoureiro teria utilizado os recursos do tráfico para adquirir patrimônio, uma prática relacionada à lavagem de dinheiro. O caso de Barba ilustra as complexas operações do PCC e suas implicações no tráfico de drogas em São Paulo.
Na continuidade das investigações, a Polícia Civil avalia a possibilidade de novos desdobramentos, com foco nos certificados de movimentação financeira e na estrutura da organização criminosa. A operação, que reuniu esforços de 24 cidades do Departamento de Polícia Judiciária do Interior-6 (Deinter-6), mostra a intensificação das ações contra o crime organizado na região. O impacto da operação poderá reverberar na dinâmica de atuação do PCC e na prisão de outros membros da facção.
