A menos de uma semana para a entrega das propostas do leilão do túnel Santos-Guarujá, marcado para segunda-feira (1º) em São Paulo, ao menos três empresas estrangeiras já demonstraram interesse no projeto. A abertura das propostas será em 5 de setembro, e a concessão terá validade de 30 anos.
O túnel terá 1,5 km de extensão, sendo 870 metros submersos. Segundo o edital, as obras devem ser concluídas até 2030. A empreiteira responsável pela execução será definida após o leilão, e o investimento estimado é de R$ 6,8 bilhões.
O g1 apurou que, entre as empresas interessadas estão: Acciona (Espanha), China Communications Construction Company (CCCC) e Mota-Engil (Portugal).
A Acciona, que atua no Brasil desde 1996, já realizou obras de grande relevância, como o Terminal 2 do Porto do Açu e a transformação da Estação Júlio Prestes na Sala São Paulo. Atualmente, a empresa conduz a retomada das obras da Linha 6-Laranja do metrô paulistano.
A CCCC, uma estatal chinesa, fornece serviços integrados, como a construção e operação de infraestruturas de transporte. Ela chegou ao Brasil em 2016, após a compra da carioca Concremat, e esteve envolvida em investimentos no Porto de São Luís (MA) e outros projetos.
A Mota-Engil atua desde 2009 no Brasil, principalmente no setor das concessões rodoviárias. Atualmente, trabalha em Engenharia e Construção, Oil & Gas através da Empresa Construtora Brasil (ECB) e no setor do Ambiente, com a SUMA Brasil, além de sistemas de telemetria rodoviária através da Tracevia do Brasil.
O leilão está marcado para o dia 5 de setembro de 2025, às 16h, na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo. A entrega das propostas será no dia 1º de setembro, às 10h. O projeto contará com aporte público de até R$ 5,1 bilhões, dividido igualmente entre Estado e União.
O Governo do Estado estima que 9 mil empregos diretos e indiretos sejam gerados ao longo da obra.
O projeto está qualificado no Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP) e é a maior obra integrada ao novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Em junho, o governo republicou o edital de licitação para a construção do túnel, com alterações técnicas e operacionais, além de um reajuste no valor estimado do investimento, que passou de R$ 5,96 bilhões para R$ 6,8 bilhões, uma diferença de R$ 840 milhões.
O projeto prevê três faixas de rolamento em cada sentido, sendo que uma delas – em cada sentido – será adaptada para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Haverá também uma galeria de passagem para pedestres e ciclistas.
O túnel servirá como principal ligação entre as cidades. Atualmente, moradores e turistas contam com a travessia por balsas e catraias, que transportam mais de 21 mil veículos diariamente, além de milhares de pedestres e ciclistas. Outra saída é a Rodovia Cônego Domenico Rangoni.
O projeto é uma parceria entre o Governo de São Paulo, Ministério de Portos e Aeroportos, Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Autoridade Portuária de Santos, e está inserido no Programa de Parcerias de Investimentos do Estado (PPI-SP), integrando o Novo PAC, do Governo Federal.

